Como resolver problemas no filtro de entrada da bomba hidráulica?

Como resolver problemas no filtro de entrada da bomba hidráulica?

Neste artigo a Global HP descreve o passo a passo do procedimento de checagem de sistemas hidráulicos que anteriormente estavam funcionando corretamente, mas desenvolveram algum tipo de problema, em geral em um período de 24 horas que as deixa inoperantes. Entretanto, estas sugestões não são direcionadas a novos sistemas que tiveram seu design prejudicado.

Sintomas

Muitas das falhas em sistemas hidráulicos demonstram sintomas similares: perda gradual ou súbita da alta pressão que resulta em carência na potência dos cilindros ou perda de velocidade. Por isso, estes cilindros podem não se mover inteiramente ou muito devagar, com cargas leves. Frequentemente, a perda de energia segue acompanhada por aumento no ruído da bomba, especialmente quando ela tenta acumular pressão contra a própria carga.

Claramente, como em qualquer componente principal, a bomba, válvula de alívio, cilindro, válvula de 4 vias, filtro, etc, poderiam estar em falta. E em um sistema altamente sofisticado existem outros componentes menores que poderiam não apresentar energia, mas estas possibilidades são muitas para serem abordadas neste breve artigo para solução de problemas.

Seguindo o procedimento de teste passo a passo organizado aqui, o problema geralmente pode ser encontrado em uma área geral. Por isso, pode se fazer necessário que cada componente nessa área seja testado ou substituido temporariamente por outro similar conhecido por ser funcional.

Passo 1 – Filtro de entrada da bomba

Provavelmente o problema de campo mais frequente é a cavitação na entrada da bomba hidráulica, causada pela acumulação de sujeira no filtro de entrada. Isso pode acontecer tanto em novos sistemas após apenas algumas horas de operação, quanto em sistemas mais antigos. Os sintomas são os mesmos descritos acima: aumento do ruído da bomba, perda da alta pressão e/ou velocidade.

Se o filtro não estiver localizado próximo à entrada da bomba, geralmente estará imerso abaixo do nível de óleo no reservatório. Alguns operadores podem não estar cientes da existência deste filtro ou não dar a devida atenção, fazendo com que o sistema falhe e possibilitando a deterioração da bomba hidráulica. Se não for regularmente limpo ou substituído, mais cedo ou mais tarde o filtro ficará entupido e acarretará na falha de todo o sistema.

O filtro de entrada deve ser removido para inspeção e ser sempre limpo antes da reinstalação. Já os filtros de arame podem ser limpos com uma mangueira de ar, soprando de dentro para fora. Também podem ser lavados com solvente específico (compatível com o fluido hidráulico no tanque) e os esfregando com escova de cerdas. Por exemplo, o querosene pode ser utilizado em filtros que operam com óleo de petróleo, mas evite o uso de gasolina, diluente de verniz ou outros solventes que sejam explosivos ou altamente inflamáveis. O filtro deve ser soprado para fora, pois em diversos casos pode não parecer estar sujo, alguns materiais de obstrução podem ficar fora do campo de visão. Se houver algum furo no revestimento ou dano físico o filtro deve ser substituído.

Ao instalar o filtro novamente, inspecione todas as juntas de canalização na entrada para possíveis fugas de ar, especialmente nas juntas, estas não devem existir. Verifique o nível do óleo do tanque para se certificar de que cobre o topo do filtro por pelo menos 3 polegadas com todos os cilindros estendidos. Caso contrário, há o perigo de um redemoinho se formar acima do filtro que deixa ar entrar no sistema durante o funcionamento da bomba.

Observe a condição da mangueira de entrada (se utilizada). Uma mangueira parcialmente encolhida ou com inchaço interno tem o mesmo efeito que um filtro de entrada obstruído.

Passo 2 – Bomba e válvula de alívio

Se a limpeza do filtro de entrada da bomba não corrigir o problema, isole a bomba e a válvula de alívio do resto do sistema, desligue o encanamento e tape ambas as extremidades das linhas desconectadas, este procedimento irá conectar a bomba à válvula de alívio. Ligue a bomba e observe a acumulação de pressão no manômetro enquanto ajusta cada vez mais a válvula de alívio. Se a pressão total puder ser desenvolvida, significa que a bomba e a válvula de alívio estão operando corretamente e o problema está abaixo da linha. Já se a pressão total não puder ser desenvolvida, verifique o Passo 3.

Passo 3 – Bomba ou válvula de alívio

Testes adicionais devem ser feitos para determinar se é a bomba ou a válvula de alívio que estão com problema. Se possível, desligue a linha de retorno do tanque da válvula de alívio e coloque parte da mangueira na saída da válvula. Segure a extremidade aberta desta mangueira acima da abertura de preenchimento do tanque, a fim de observar a taxa de fluxo de óleo. Ligue a bomba e execute o ajuste da válvula de alívio para cima e para baixo enquanto observa o fluxo de descarga da válvula. Se a bomba estiver com problema, então o fluxo cheio de óleo pode ser visto quando for retirada e este fluxo irá diminuir ou cessar completamente quando o ajuste de relevo for aumentado.

Se um medidor de vazão estiver disponível, o caudal pode ser medido e comparado com a classificação do catálogo para a bomba em questão. Já, se não for possível, o fluxo pode ser medido descarregando-o em um recipiente de medição enquanto se mede o tempo com um relógio. Caso a linha de retorno do tanque da válvula de alívio não puder ser desconectada, o operador (mecânico) pode colocar sua mão na corrente sob o óleo no tanque para detectar certa queda na velocidade do fluxo.
Se a pressão manométrica não subir acima do valor mais baixo durante este teste, cerca de 100 psi, e se o fluxo não diminuir substancialmente à medida que o ajuste da válvula de alívio é aumentado, então ela está com defeito e deve ser limpa ou substituída conforme o Passo 5.

Se o fluxo diminuir à medida que o ajuste do relevo aumentar, e somente uma pressão moderada e não intensa (completa) possa ser desenvolvida, então existem problemas com a bomba. Prossiga para o Passo 4.

Passo 4 – Bomba

Se uma corrente de óleo não foi obtida no Passo 3, ou se o fluxo diminuir acentuadamente na medida em que o ajuste de relevo for aumentado, então pode significar desgaste na bomba. Supondo que o filtro de entrada tenha sido limpo e que o encanamento de entrada foi examinado acerca de fugas de ar ou mangueira recolhida, significa que o óleo está escapando internamente desde a saída até a entrada, a bomba pode estar desgastada ou o óleo pode ser muito fino. A temperatura excessivamente alta do óleo faz com que o óleo transborde na bomba, e tal deslizamento elevado fará com que ele funcione muito mais quente que o óleo do tanque. Em operação normal com uma bomba em perfeitas condições, a caixa da pode rodar entre -6 a -1°C a mais que a temperatura do óleo do tanque. Se o calor for maior, então esta pode ser a causa do problema.

Passo 5 – Válvula de alívio

Se o Passo 3 indicou que a válvula de alívio está com problema, a forma mais rápida de solucionar o problema é substituí-la, entre em contato com a Global HP para auxílio. A válvula defeituosa pode ser posteriormente desmontada e limpa, pois, as válvulas de alívio automáticas tem pequenos orifícios internos que podem ficar bloqueados com sujeira. Neste caso, passe um jato de ar com mangueira atrás dos orifícios. Verifique também o movimento livre do carretel, pois as conexões de rosca do tubo são capazes de distorcê-los e fazer com que o carretel se ligue. Se possível, verifique se há ligação do carretel antes de remover as conexões da linha, ou enquanto estiver testando na bancada, aperte os encaixes da tubulação firmemente nas roscas da entrada.

Passo 6 – Cilindro

Se a bomba chegar à pressão total enquanto opera através da válvula de alívio no Passo 2, ambos os componentes podem ser considerados em bom estado. Para verificar outros problemas, teste os selos do pistão do cilindro.

Passo 7 – Válvula de 4 vias

Se o cilindro tiver sido testado para vazamentos do pistão e ele estiver relativamente apertado, então pode ser que a válvula direcional de 4 vias esteja com vazamento excessivo no carretel. É raro que uma válvula se desgaste tanto que a bomba não consiga acumular pressão total, mas pode acontecer. Os sintomas de fuga excessiva são: perda de velocidade do cilindro – juntamente com dificuldade em chegar à pressão total mesmo com a válvula de alívio pronta para um alto ajuste. Esta condição seria mais provável de acontecer quando se utiliza uma bomba de pequeno deslocamento operando a pressão muito alta que pode ter se desenvolvido gradualmente durante um longo período de tempo.

Outros componentes

Caso nenhum dos procedimentos acima seja capaz de averiguar o problema, então verifique os outros componentes individualmente. Geralmente, o procedimento de solução de problemas mais rápido e melhor é substituir tais partes, uma de cada vez, por outras similares disponíveis na Global HP, entre em contato e saiba mais!

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